Resenha: O Vale das Bonecas, de Jacqueline Susann

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Nos meses em que estive ausente eu me envolvi com muitos livros. Neste meio tempo em que não escrevi uma postagem sequer, meu perfil no Skoob exibiu a marca de mais de cem livros lidos em 2013. Eu poderia escrever então sobre muita coisa, mas resolvi discorrer da minha leitura mais recente: “O Vale das Bonecas.”




O Vale das Bonecas:Autora: Jacqueline Susann
Editora: Record | 512 páginas
"Anne, Neely e Jennifer têm um sonho em comum: o sucesso no showbiz. As três se conhecem em Nova York e se tornam amigas. Circulando pelos bastidores nem sempre glamourosos do mundo dos espetáculos, elas compartilham os mesmos objetivos, decepções e um apetite voraz por pílulas estimulantes, que ingerem com fartas doses de uísque. Qualquer semelhança é realmente mera coincidência com a vida de quase-estrela da Broadway de Susan nos anos 50. Mesmo sendo o romance mais característico dos anos 60 O VALE DAS BONECAS parece ter previsto os movimentos pós-punk e pós-feministas dos anos 90. Foi adaptado para o cinema em 1967 com Sharon Tate, Patty Duke e Barbara Parkins nos papéis principais e mesmo com o passar do tempo, não perdeu o frescor. Jacqueline Susan deixou sua cidade natal, Philadelphia, aos 18 anos, partindo para Nova York onde viveu como atriz por muitos anos. Contudo, foi o sucesso de suas três novelas O vale das bonecas, A máquina do amor e Uma vez só é pouco que a transformaram em uma verdadeira superstar. Susan, que morreu em 1974, foi casada com o produtor Irving Mansfield."

Trata-se de um clássico da literatura americana, que fez muito barulho quando foi lançado e apontado como um dos livros que mais vendeu no mundo. Não posso discorrer a respeito da veracidade desta estatística, mas na prática posso dizer o que se isso for verdade, dá para entender a razão de tanto burburinho.

Posso dizer que inicialmente enrolei eras com a leitura deste livro. Ler pdf em um e-reader é uma das coisas mais penosas do mundo e a letra ficava muito pequena. Já tinha feito muitas tentativas de começar, mas nunca tinha passado das primeiras cinco páginas até o dia em que me deu uma louca, achei um arquivo pdf que tinha convertido para mobi mais-ou-menos legível e me envolvi na leitura. Não apenas passei da página cinco como simplesmente não consegui parar enquanto não cheguei até a última linha. E fiquei com o livro na cabeça a ponto de ignorar tantas outras boas leituras para resenhar e me propus em escrever esta.

Escrito em terceira pessoa e dividido entre os pontos de vistas das três personagens protagonistas, “O vale das bonecas” é pura literatura de entretenimento. Um dos casos raros de obras consideradas ‘clássicas’ e que serve para diversão. Você não encontrará nele nenhuma linguagem profunda, nenhuma pegadinha altamente reflexiva de professores de vestibular, nem nada do gênero. É aquilo que as pessoas costumam chamar de “prazer culpado”. A leitura é muito envolvente, independente de sua linguagem não ser sofisticada, porém está longe de ser algo que tenha um final feliz.

Os personagens são muito interessantes e por várias vezes tive vontade ora de esganá-los e ora de pegá-los no colo: Anne, com sua frieza e determinação, Jennifer com sua busca pela independência e pela juventude prolongada e Neelie, com seu incrível talento artístico e poder de autodestruição. A obra explora muito bem a sua época e os bastidores do mundo das celebridades e não é dífícil entender a razão, afinal sua autora esteve muito envolvida com aquele universo. Por mais distante que este mundo esteja de nós – por seu contexto histórico somente visto que o mundo dos famosos agora é tão louco quanto, porém com menos glamour e mais acessibilidade – é plenamente possível ao leitor se envolver com os dilemas que regem a vida destas mulheres.

Em suma: se você não tem vergonha de ler romanções ou de ter prazeres culpados, provavelmente vai gostar MUITO deste livro.

Classificação de quatro corujas sem nenhuma vergonha na cara. :-)

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