Resenha: Lua de Mel, de Sophie Kinsella

sábado, janeiro 04, 2014

De uma leitura já fui pulando para outra. Acho que já deu para notar que sou apressadinha, não? Mas enfim… mais uma leitura. Estou me esforçando com o firme propósito de resenhar todos os livros que ler este ano, portanto é hora de parar com a enrolação e dar prosseguimento ao assunto.

Após minha incursão com “Persépolis”, tive contato com algumas amostras do Kindle, dei uma vasculhada no acervo e no fim acabei me interessando por uma aquisição recente: “A Lua de Mel” de Sophie Kinsella.


Título: A Lua de Mel
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record - 496 páginas.
Ao se dar conta de que o namorado nunca vai pedir sua mão em casamento, Lottie toma uma decisão. Termina o compromisso com ele e diz o tão sonhado sim a Ben, uma antiga paixão, com quem ela havia prometido se casar se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Os dois então resolvem pular o namoro e ir direto para uma cerimônia simples e seguir para a lua de mel em Ikonos, a ilha grega onde eles se conheceram. Mas Fliss, a irmã mais velha da noiva, acha que Lottie enlouqueceu. Já Lorcan, que trabalha na empresa de Ben, teme que o casamento destrua a carreira do amigo. Fliss e Lorcan então elaboram um plano para sabotar a noite de núpcias do casal e impedir que os noivos cometam o maior erro de suas vidas.

Antes de mais nada, devo dizer que tenho um “pé atrás” com a autora. Nada demais, apenas não gostei muito de “Os delírios de consumo de Becky Bloom”. Não que eu não pretendesse tentar mais livros dela, mas sabe quando você tem TANTA coisa para ler que vai deixando algumas opções de lado? Então, foi mais ou menos isso. Tenho outros três ebooks da autora no meu Kindle mas sequer tinha pensado na possibilidade de me atracar com algum deles. O que despertou o meu interesse em adquirir “A Lua de Mel” foi um precinho super-camarada e atrativo que constava na Amazon: R$ 9,90. Um super método de persuasão, se querem uma opinião sincera.

(Sim, caro leitor: sou mão-de-vaca na maior parte do tempo, mas livros são o meu ponto fraco. Com a união das palavras “Kindle” e “promoção”, as coisas ficaram ainda piores. E lá foi mais um ebook de Sophie Kinsella para o e-reader mais solicitado da história recentes dos leitores digitais. Prometia ficar lá, paradinho e quietinho sem criar poeira por um bom tempo se eu não tivesse acessado o arquivo sem querer e dado uma olhadinha por pura curiosidade. Uma olhadinha que era para ser breve mas acabou durando horas e horas, independente de eu já ter criado um certo ódio a primeira vista por Lotti.

Não é exatamente um bom sinal odiar a protagonista e querer sacudí-la até o cérebro pegar no tranco justamente nas primeiras páginas, é? Li, li e li. Terminei a leitura durante a madrugada e imediatamente me atraquei com o notebook para escrever essa resenha, com a qual estou enrolando e enrolando sem dizer absolutamente nada. Ok, tenho noção disso, não me mate.

O livro é narrado em primeira pessoa e é dividido pelo ponto de vista de duas personagens: Lotti e sua irmã mais nova, Fliss. Lotti é uma tremenda chata, já vou avisando. Nunca tive muita paciência para personagens muito dramáticas, especialmente aquelas mais apressadinhas com o sonho do final feliz. Lotti é um exemplo tremendo dessas personagens que não suporto. Já Fliss está em pleno processo de divórcio traumático, tem um filho e é tremendamente superprotetora. Como o cérebro da família – o que é perfeitamente compreensível, visto que Lotti NÃO TEM CÉREBRO – ela deseja proteger a irmã das mágoas, ainda mais quando a mais nova tem sérias tendências a cometer “escolhas infelizes” após os términos de relacionamentos. Essa superproteção rendeu excelentes momentos no livro. Ri bastante com as confusões criadas para impedir a consumação do casamento e isso foi o bastante para me fazer seguir com a leitura, mesmo querendo matar a protagonista.

Devo dizer que gostei do livro. Que a experiência foi interessante e que esse é realmente um chick-lit digno para relaxar e se divertir. Afinal quem disse que leitura tem que ser simplesmente chata e tediosa para ser digna de nota?

Se pretendo ler mais livros da autora? Sim, claro. Só não posso dizer quando. Não sei dizer se isso é apenas uma impressão, mas Sophie Kinsella tem um certo gosto para protagonistas imaturas e mimadas (Becky Bloom era tremendamente mimada), então talvez isso me faça precisar de um detox de chick-lit antes de me envolver em mais um: ou seja, me envolver com leituras de outros gêneros antes de me envolver novamente com um personagem nesse padrão.

Yes, recomendo “Lua de Mel” para quem está querendo se divertir com uma leitura boa e sem compromissos! \o/

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