Resenha: O Teorema Katherine, de John Green

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Lembra quando mencionei sobre o fato de eu ler como se estivesse em uma maratona? Pois é, esse livro tem uma história. Eu comecei e terminei de lê-lo no mesmo dia em que terminei "A garota que você deixou para trás", em um domingo de tédio no qual estive offline. Não é a primeira vez que emendo um livro no outro, mas foi a primeira com a qual conseguir atingir um estado de exaustão mental.

Quando terminei o livro de Jojo Moyer, quis me envolver com uma leitura diferente. Nada de dramas ou romances, pelo menos após uma série anterior de leituras bem carregadas. Vasculhei o que tinha disponível no Kindle e acabei me deparando com a perspectiva de me envolver com algo do nosso querido João Verde (ok, infame, mas tudo bem.).


O Teorema Katherine - John Green
Editora Intríseca - 304 páginas
Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Antes de mais nada, conheci John Green por causa de "A culpa é das estrelas", e por sorte foi antes de o livro ter estourado no Brasil. Embora eu o tenha conhecido através de seu "marco profissional", não esperei nada com o qual pudesse fazer uma comparação. Simplesmente não há o menor sentido em querer fazer uma comparação a não ser pelas referências nerds então essa percepção já foi o bastante para me livrar do lugar comum dos fãs alucinados pelo "Okay, Okay". Nesse caso, vamos lá:

Dentre os livros que já li do John Green, este foi o menos interessante. Os que li até o momento foram: "A culpa é das estrelas", "Will Grayson, Will Grayson", e "Cidades de Papel", nessa ordem. E embora tenha personagens legais, "O Teorema Katherine" não me conquistou. Em primeiro pelo tamanho das referências matemáticas, afinal um livro que fala em teoremas tem de ter matemática (dãããã...). Eu tenho sérios problemas com matemática, números e exatas em geral, simplesmente não rola. Em segundo porque, ao contrário dos outros livros, não teve uma ação concreta, algo que interessasse ao leitor. Ou melhor, a ação que deveria ser o ápice veio no começo do texto, portanto as situações de pico nas quais Colin se envolveu posteriormente não tinham um auge. Pelo menos não como eu esperava, então embora houvessem passagens de humor bem interessantes, na prática o livro era maçante.

De qualquer modo, consegui gostar MUITO de Hassan e do rabecão de satã. Figuras impagáveis e que fizeram o livro valer a pena enquanto Colin estava perdido demais em sua fossa e em seu desespero para transcender o prodígio em busca da genialidade, o que aparentemente se passou em uns 90% do livro. Essa busca, além das histórias com "Katherines" em si são o que há de mais importante para saber. Ele não quer ser o mero digitador, o mero imitador. Ele quer ser o criador, o autor, o gênio. É fácil entender o desejo dele enquanto se é adolescente. Quem não quer ser importante? Fazer algo de representativo no mundo? É um desejo normal, mas no caso de Colin é uma obsessão, e é nesse sentido que se dará o seu aprendizado, por isso mesmo é um livro no qual a ação não é exatamente uma "ação".

Uma obra interessante para quem tem alguma afinidade para exatas e paciência para as agruras jovens. Minha empatia pelo período de adolescência não é exatamente tão grande quanto deveria. Por isso duas corujas é o máximo que consigo oferecer em classificação ao livro.

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