Resenha: A Costureira de Khair Khana, de Gayle Tzemach Lemmon

quarta-feira, março 05, 2014

Um pouco depois de encarar duas trilogias seguidas, resolvi me envolver com um livro de não-ficção. Limpar a mente, sabe? E para isso escolhi um livro que estava planejando ler há algum tempo. Não é difícil entender as razões. Quem me conhece que gosto desse tipo de livro, assim sempre que posso tento ler histórias desse tipo. E para quem gosta de histórias sobre motivação, é um prato cheio.




A Costureira de Khair KhanaAutor(a): Gayle Tzemach Lemmon
Editora: Seoman - 200 páginas.
"A vida que Kamila Sidiqi conhecia mudou da noite para o dia quando o Talibã tomou o controle da cidade de cabul. Depois de estudar para professora durante a guerra civil – uma conquista rara para qualquer mulher afegã – Kamila foi confinada à sua casa e proibida de continuar estudando. Quando seu pai e seu irmão mais velho foram obrigados a abandonar a cidade, ela pegou agulha e linha e criou sozinha um próspero negócio. Esta é a incrível e real história dessa inacreditável empreendedora que mobilizou sua comunidade sob o domínio do Talibã."

No que diz respeito à escrita, inicialmente o livro me chamou a atenção por não ser uma auto-biografia, nem nada escrito em primeira pessoa. (grazadeus). A escrita é fluída e dificilmente haverá razões para parar a leitura por causa de algo que tenha soado truncado ou confuso, o que definitivamente pode ser meio chato em qualquer livro.

Essa é Kamila Sidiqui.

Chama a atenção o fato de a família de Kamila, especialmente seus pais, serem extremamente cooperativos e apoiadores de suas aspirações e independência. Isso não é exatamente comum dentro daquele universo, pelo menos não nesse nível. Chama a atenção também a força de Kamila, já que ela está inserida em um contexto no qual tudo está contrário a ela. Mas é de pessoas assim que o mundo precisa para girar e seguir em frente mesmo quando as coisas parecem piorar.

Não há muito o que dizer a respeito do livro, além do fato de que ele cumpre perfeitamente a que veio. Bom para quem gosta de histórias sobre motivação e interessante para quem cursa administração. Também é uma boa opção para feministas em geral já que não haveria livro se não houvesse a questão dos gêneros em voga no Afeganistão.

Quatro corujas porque ele cumpre o que promete, embora esteja longe da minha lista de preferidos.

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