Resenha: Amanhã Você Vai Entender, de Rebecca Stead

sábado, agosto 22, 2015

Este livro tem uma premissa enganosamente simples, mas com um desfecho genial. Peguei para ler sem muita pretensão, mas me espantei com a narrativa simples, o enredo pouco complicado e com o final surpreendente.




Acho essa capa uma coisa muito fofa


Sinopse:

A jovem Miranda Sinclair precisa desvendar um enigma na Nova York do final da década de 1970. Em Amanhã você vai entender, seu melhor amigo é agredido na rua, um estranho pode ter invadido a casa dela e uma série de bilhetes, que ela não compreende nem tampouco sabe quem escreve, alerta sobre a morte de alguém. Alguém que ela poderá ajudar a salvar.

À medida que as mensagens chegam, Miranda percebe que quem as escreve sabe de detalhes de sua vida que ninguém deveria saber. E, conforme as peças do quebra-cabeça se encaixam, ela finalmente percebe que a resposta sempre esteve ali, bem em sua frente - mas o tempo é ardiloso: guarda hoje momentos que só amanhã você vai entender.

Amanhã você vai entender, segundo livro de Rebecca Stead, recebeu a Medalha Newbery, prêmio da American Library Association destinado às mais importantes contribuições norte-americanas à literatura jovem.


O livro

Miranda Sinclair tem 12 anos, leva uma vida simples em Nova York, no final dos anos 70 e é nossa narradora. Mora com a mãe, que a criou sozinha e que abandonou a faculdade de Direito quando engravidou. Sua mãe é pequena, bondosa, trabalha como auxiliar legal em um escritório de advocacia e namora um dos advogados de lá, chamado Richard.

Sua mãe está animada e Miranda também, pois elas receberam uma correspondência do programa A Pirâmide de 20 Mil Dólares e começam a treinar palavras todos os dias para o dia em que estiverem na televisão. Tanto que alguns capítulos do livro começam com a frase "Coisas que..." e mais tarde descobrimos que isso é uma referência às categorias deste programa. A vida das duas é dura, mas elas são muito unidas. Miranda tem os gostos que toda criança tem, mas me pareceu bastante solitária algumas vezes.

Imagino que por nunca ter tido pai, não gostaria de ter um agora. Não se pode sentir falta de algo que nunca se teve.

pág. 37

Todo dia, quando chega da escola na companhia de seu melhor amigo, Sal, Miranda tem que pegar a chave da porta escondida na mangueira de incêndio. Mas um dia a porta está aberta e um bilhete está escondido na mangueira. Alguém precisava de sua ajuda, a conhecia, mas Miranda não sabia quem era.

A partir desse dia, seu pequeno mundo estável vira do avesso. Seu melhor amigo, Sal, apanha de um menino na rua, Marcus, naquele mesmo dia e depois se afasta de Miranda, misteriosamente. As tardes vendo televisão terminaram e ela não entende o que aconteceu de errado. Tentou várias vezes chegar nele e conversar, mas ele a evita de todas as formas. Os bilhetes continuam chegando, relatando fatos que de fato acabam acontecendo, relatando coisas que só ela sabe. Os bilhetes pedem que ela escreva uma carta, aparentemente para ajudar seu amigo. Para sua cabeça de criança, as coisas parecem ter saído dos eixos, mas a fim de descobrir a que tudo aquilo leva, Miranda embarca nos bilhetes.

As pessoas se distraem com as coisas pequenas e ignoram o mais importante.


Avaliação

Vi algumas pessoas reclamando da narrativa, dizendo que era muito infantil. Gente, a narradora tem 12 anos. O que esse povo esperava, um livro impossível de ser ler, de leitura truncada, totalmente inverosímel para uma criança? É óbvio que a narrativa tinha que ser assim e isso não me incomodou nem um pouco, ao contrário. O livro flui tão rápido que dá para ler em um dia.

Apesar de desconfiar do que estava acontecendo, Rebecca conseguiu levar o enredo até o final guardando a surpresa. Foi como eu disse, o livro é enganosamente simples. As crianças falam e se comportam como crianças e essa narrativa pode incomodar muita gente. Diria que este livro é retrofuturista, mas aí você vai ter que ler para entender mesmo. Quatro corujinhas e leia, please!

Título Original: When you reach me
Autora: Rebecca Stead
Ano: 2011
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 222

Leia também!

0 comentários

Não se acanhe e deixe seu comentário.
Mas não aceito comentários esdrúxulos, ofensivos, com erros, preconceituosos... Ahh, você me entendeu.

Google+

Contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Resenhas

Sensacional!

Muito bom!

É bom...

Já li melhores.

Horrível