Resenha: Gelo Negro, de Becca Fitzpatrick

quarta-feira, agosto 19, 2015

Sabe aquele livro que promete, promete, até que começa bem e depois descamba? Aquele com fórmulas batidas e com um romance complicado que não convence? Então. É esse.




Sinopse:

Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança.

Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.


O livro

Korbie, melhor amiga de Britt, tem uma casa nas montanhas. Existem trilhas emocionantes cruzando o vilarejo onde fica a casa e por isso Britt se preparou para caminhar por elas, junto da melhor amiga. É uma forma de esquecer o ex-namorado, que tanto amou e que no fim terminou o relacionamento.

Já de cara é possível perceber que, por mais amigas que sejam, existe uma competição idiota entre as duas. Isso é algo que me incomoda bastante, porque costuma aparecer em livros com certa frequência, onde duas jovens ou duas mulheres, acabam competindo uma com a outra pelo KCT que for. Aqui não foi diferente. Elas são amigas, quase irmãs, mas Korbie que é rica, tem casa nas montanhas e beleza, vive fazendo listinha se comparando com a "melhor amiga". AHAM

Enquanto estão subindo as montanhas a nevasca cai com uma violência digna de O Dia Depois de Amanhã. Para não morrerem congeladas dentro do carro, elas saem no meio da nevasca e encontram um chalé que aparenta ter movimento. Depois de implorarem para entrar, Britt dá de cara com um rapaz que a ajudara mais cedo no posto de gasolina. Ele entrou na onda da brincadeira de Britt quando ela encontrou o ex-namorado, por quem ainda molhava a calcinha e apontou para o primeiro rapaz aleatório que viu. Era esse sujeito, que se apresentou como Mason. Que coisa os dois se encontrando de novo, neam??

Os capítulos se alternam entre passado e presente, com Britt ainda pensando no ex-, que é uma mala, enquanto ela pega como refém por Mason e seu comparsa Shaun, que é um babaca. Eles querem que ela os leve pelas trilhas, evitando os postos da polícia e alegam que a deixarão partir assim que for possível, enquanto Korbie ficou no chalé.


Avaliação

O livro tem vários problemas. Além do romance mela-cueca de Britt sonhando com o ex-, Britt olhando diferente pra Mason, Britt se apaixonando por Mason, Britt é a perfeita Mary Sue. Uma adolescente que consegue sobreviver numa floresta, no meio de dois bandidos e que consegue identificar o caminho em meio à uma nevasca e que ainda sente um tesão por um dos sequestradores. Britt manja de tudo muito rápido, não dá mancadas, e se recupera super bem de ver um cara tomar um tiro na cabeça para no dia seguinte estar em baixo das cobertas com Mason.

O leitor é levado a acreditar em muitas coisas durante a leitura, mas percebi que o livro ficou sem consistência perto do final. A autora praticamente implica a amiga de Britt numa série de crimes que vinha acontecendo nas montanhas, mas o assunto desaparece e nunca mais é mencionado. Ué?? Faltou revisão?

Depois disso, ainda temos um capítulo imenso e arrastado, onde fiz leitura dinâmica, que é sobre Britt e seu rumo na vida, se ela vai ver Mason de novo, blá, blá, blá. Fórmula batida.

Duas corujas para esse desperdício de papel e e-ink.

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1 comentários

  1. Eu preciso que alguém comente sobre o fato que o Urso sumiu do livro. S U M I U. Ele foi pra casa de veraneio, Sla, e nunca mais se ouviu falar dele

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