Resenha: Sangue na Neve, de Lisa Gardner

quinta-feira, agosto 06, 2015

Como boa apreciadora de livros com suspense, peguei Sangue na Neve em uma das minhas ressacas de ficção científica. E o enredo realmente espanta, pois Lisa consegue desfiá-lo metodicamente para que você não largue o livro de maneira alguma. Entretanto, nem tudo são rosas.




Sinopse:

A policial Tessa Leoni matou seu marido, Brian Darby, em legítima defesa. A arma do crime está à vista de todos e os hematomas no corpo de Tessa confirmam a ocorrência. A policial também não fez questão de fugir, ou de arrumar qualquer justificativa para explicar aquele corpo estendido no chão da cozinha, portanto, aparentemente, o que a investigadora D.D.Warren tem à sua frente é o desfecho de uma briga doméstica. Um caso simples.

No entanto, ao abrir o inquérito, D. D. terá uma surpresa: este não é o primeiro homicídio de Tessa Leoni e — afinal — onde está a filhinha de seis anos da policial? Será que a policial Leoni realmente atirou em seu marido para matá-lo? Uma mãe seria capaz de prejudicar intencionalmente sua filha?

D. D. Warren, a experiente detetive que acredita que desvendar um caso é como mergulhar na vida do criminoso, enfrentará mais uma investigação que a levará a uma busca frenética por uma criança desaparecida enquanto tenta encaixar as peças de um mistério familiar que a levará a quebrar os muros do corporativismo policial.


O livro
A detetive D.D. Warren é chamada para um brutal caso de violência doméstica. A policial e patrulheira Tessa Leoni matou o marido, em legítima defesa. Relutante, D.D. se envolve com o caso a pedido de um colega e ex-bofe e ao chegar na casa e avaliar o cenário e o comportamento de Tessa percebe que tem algo estranho. O marido foi morto com a arma de fogo da patrulheira, mas alguém treinada para imobilizar pessoas poderia ter usado o taser que carregava no cinturão. Ela não fez isso.

Além disso, a filha de Tessa, de um relacionamento anterior, estava desaparecida. Tessa precisa ir ao hospital por causa de uma concussão bem feia, mas D.D. está muito desconfiada. Tudo na cena, na vida do casal, tudo parecia muito errado. E Tessa, claramente, esconde algo. O relacionamento dos dois era muito distante para um casal. A casa é fria, sem aquele ar de casa de família e o tempo corre para a criança. D.D. também é obrigada a lidar com o fato de estar grávida e sem saber se quer levar isso adiante, então o caso da menina desaparecida mexe muito com ela.

Acompanhamos os pensamentos e as memórias de Tessa, de como ela conheceu o marido, de como ela foi trabalhar na polícia, a pessoa solitária que ela é, ainda mais sendo uma das poucas mulheres na patrulha. Ela se relaciona pouco com os colegas, mas é muito competente. Até que D.D. descobre um assassinato em sua ficha, quando ela ainda era adolescente, o que desperta ainda mais a desconfiança de D.D., que acaba conseguindo uma prisão preventiva para Tessa. As provas parecem bem conclusivas, Tessa matou a filha e o marido, só falta achar o corpo da menina e a detetive fica cada vez mais irritada com a situação.

Mas lembre-se. Nada aqui é o que parece.

Título original: Love You More
Ano: 2013
Páginas: 416
Editora: Novo Conceito


Avaliação
O enredo é muito bem amarrado e nada aqui é o que parece ser. O leitor é enganado e isso é muito bom, pois você é levado a olhar para um lado e depois para outro e tudo vai acontecendo de maneira tão intensa que você não quer parar de ler. Essa é a parte boa, junto dos personagens complexos que Lisa criou.

Minha crítica fica com a editora Novo Conceito e não é a primeira vez que leio algo dessa editora com erros tão primários como esse. Além de erros de digitação, como "13:17h da madrugada", e de repetição exaustiva de termos, há também os termos não traduzidos para o português e que não fazem o menor sentido. Trooper, por exemplo, que a cada cinco palavras era repetido. Existe uma tradução bem legal para isso que é PATRULHEIRO. Morgue também é algo que tem tradução e se chama NECROTÉRIO.

Se não fossem esses problemas irritantes, o livro teria mais corujas. Mas vai ficar com três por causa do trabalho porco da editora.

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