Resenha: A Grande Magia, de Elizabeth Gilbert

terça-feira, dezembro 29, 2015

Em geral eu tento passar longe de livros que tenham propósito de autoajuda, a menos que sejam sobre meditação ou assuntos relacionados. Porém, acabei abrindo uma exceção nesse caso porque esse livro foi uma sugestão da Sybylla quando ela soube que eu não estava lá com o melhor dos humores...

Mesmo não sendo a minha, eu anotei a dica. Também ignorei por um tempo (faz parte), mas acabei acatando quando entrei no modo "não tenho nada pra ler", ou seja, quando nenhum dos livros que me esperavam na lista de leitura estavam me despertando interesse. E como ler não ficção sempre me ajudou a desintoxicar a mente, pensei que talvez fosse a hora mais apropriada. 

O resultado? Fiquei arrependida por não ter começado antes:




Sinopse:
Ao compartilhar histórias da própria vida, de amigos e das pessoas que sempre a inspiraram, Elizabeth Gilbert reflete sobre o que significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é apenas se dedicar profissional ou exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiorisade. Uma vida sem medo, um ato de coragem.

A partir de uma perspectiva única, "Grande Magia" nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar àquilo que mais amamos. Escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as partes mais difíceis do trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilbert oferece poderosos insights sobre a misteriosa natureza da inspiração.


O livro

A obra é composta por capítulos pequenos, com relatos e insights a respeito de vida criativa. O melhor de tudo? Indo além dos clichês básicos.

Não estamos falando daquele modo de viver sem crachá e sair pelo mundo fazendo o que gosta e vivendo grandes aventuras *voz de locutor de sessão da tarde mode off*, que a internet adora e as revistas de administração também. Também não compra a velha ideia de que a arte precisa nascer impregnada de dor, sangue e sofrimento como reza a lenda dos artistas atormentados que muita gente toma como regra.

Pelo contrário: a vida criativa é aquela ao qual temos como proposta fazer aquilo que nos encanta, seja profissionalmente ou não, seja considerado arte ou não.


Avaliação:

No início a narrativa estava me irritando um pouco. Sabe quando estamos falando em pessoas excessivamente felizes e positivas, com aquele sorriso praticamente moldado na cara? Pois é, tive essa impressão quanto à autora - por mais que já tenha lido "Comer, rezar e amar" para provar o contrário. Mas essa sensação durou pouco, em especial quando o assunto começou a ficar interessante e a ideia de 'vida criativa' - por mais autoajuda que fosse - passou a ser palpável pra mim.

Prazer, dor, ego, continuidade, leveza... foi fácil enxergar a filosofia de vida que vinha de brinde. em especial a respeito do medo, do ego e de como o sofrimento não precisa ser uma regra, ao contrário da palavra de muitos ilustres. E por fim, eu que não dava nada pelo livro, acabei fazendo diversas marcações e aproveitando muito de sua mensagem.

Claro, não vou dizer que a obra me tirou dos maus momentos ou da depressão, mas posso dizer que me deu a chance de fazer alguns planos ou de encontrar formas de agir para sair de buracos emocionais. Também me deu a sensação de me permitir ficar confortável com a ideia de que ainda estou me descobrindo em vários sentidos e que essas descobertas sempre acontecerão ao longo da vida.

Quatro corujinhas com louvor.

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1 comentários

  1. Comecei a ler esse livro essa semana e já estou encantada. Fiquei com medo de achar meio clichêzão, porque também não sou fã de livros de auto-ajuda, mas este tem sido uma mão na roda! Sua resenha me convenceu. ❤️

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