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A Garota da Biblioteca

Peguei esse livro sem saber direito sobre o que se tratava. A sinopse me parecia promissora, mas nem sabia que tinha virado filme ou que tinha todo o rebuliço em cima por causa disso. Levei apenas um dia para terminar a leitura e admito que fiz mil suposições sobre o misterioso crime que aparece na trama.

Capa de A Garota no Trem

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Sinopse:
Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.
Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

O livro

Rachel Watson é alcoólatra e vê seus dias passarem de acordo com o vai e vem do trem, indo e voltando para o trabalho. Sua vida anda vazia e sem sentido desde o divórcio com Tom, tudo parece desmoronar, enquanto ela fantasia ao ver as pessoas em suas casas da janela do trem. Ela até tem um casal preferido, deu nomes a eles e inveja sua felicidade.

Sem medir as consequências de seus atos, Rachel bebe e bebe muito. As pessoas percebem, até seu marido, que não hesita em pedir o divórcio e ir morar com a amante, com quem tiveram uma filha. Isso por si só já joga Rachel em uma espiral de bebedeiras e viagens de trem constantes, além de sempre decepcionar a amiga com quem divide apartamento.

Tem momentos do livro em que você quer estapear Rachel para que ela acorde para a vida. Em outros, ficamos com pena e queremos abraçá-la e dizer que vai ficar tudo bem. Ela faz muita burrada, muita, depois não se lembra devido à amnésia alcoólica. Sua vida parece ganhar algum sentido quando ela percebe que a mulher que ela tanto invejava pela janela do trem está desaparecida e, tentando ajudar, ela vai à polícia.

O problema é que uma alcoólatra com histórico de desordem e problemas emocionais, acusada de invadir a casa do ex-marido não é uma testemunha muito confiável. E é assim que Rachel se envolve cada vez mais com o caso, ao perceber que ninguém lhe dará ouvidos.


Avaliação

O livro prende e prende bastante. É impossível não se identificar com algumas sensações, emoções e tristezas da protagonista Rachel, que mostra uma força inesperada perto do final do livro. Acho que o principal ensinamento aqui é que ninguém é o que parece ser e isso quase custa a vida dela. Personagens detestáveis e irritantes, situações perigosas e intrincadas que vão se revelando aos poucos conforme deciframos a mente de Rachel, que já vimos, pode não ser muito confiável.

A autora nos leva por esses caminhos tortuosos nos revelando os verdadeiros fatos sobre o desaparecimento de Megan e dividindo a narrativa entre três mulheres: Rachel, Megan (a mulher que ela via pela janela do trem) e Anna, a amante de seu ex-marido que acabou se casando com ele. A forma com que Paula nos leva pela vida de Rachel é primorosa e até um pouco triste, pois a forma como os outros a veem dá pena. E a maneira como Rachel se tortura, pensando em seu ex-marido e em sua vida perfeita e feliz acaba atingindo o leitor também.

Quem está precisando de um bom thriller psicológico e não pretende dormir tão cedo, pode pegar A Garota no Trem tranquilamente. Ele perde um pouco de ritmo e fica meio devagar em alguns momentos, mas não é algo que chega a atrapalhar a narrativa em si. Quatro corujinhas e uma recomendação para você ler também. ♥

Título original: The Girl on the Train
Editora: Intrínseca
Páginas: 378
Ano de lançamento: 2015

Estava bem a fim de ler esse livro e devorei assim que adquiri o ebook. É o livro de estreia de Yangsze Choo, descendente de malaios e formarda em Harvard. Inspirou-se na própria terra para escrever o livro que é bom, mas poderia ser bem melhor.


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Sinopse:
Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...

1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

A Noiva Fantasma é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.


O livro

Li Lan já está ficando velha (para os moldes da época) e precisa se casar. Seu pai, atacado por varíola e com o rosto desfigurado, está falido e apesar de viverem em uma grande casa, não estão nadando no luxo. O pai fuma ópio como forma de escapar dos problemas, enquanto Li Lan vive sem muitas perspectivas. Um bom casamento pode salvar a família.

Eis então que surge uma proposta. Uma família amiga do pai de Li Lan oferece um casamento muito promissor, mas tem um problema: o noivo já morreu. Mas ainda assim, ela teria todos os direitos de uma esposa comum. Lim Tian Ching morreu e para apaziguar seu espírito, a proposta surgiu, já que Li Lan estava solteira e poderia assim salvar a casa.

Sua ama acha o negócio de extremo mau agouro. Ainda assim, quando Li Lan é convidada para ir à casa da família de Lim Tian Ching para uma tarde de mahjong, ela a estimula e a repreende para ser recatada, ficar arrumada, não amassar a roupa. Li Lan é, praticamente, interrogada pela matriarca da família, mãe de Lim, mas depois seu coração é arrebatado por Tian Bai, primo de Lim.

Sabe amor à primeira vista? Então, é o que acontece aqui. O livro desaponta nesse sentido, pois a protagonista só pensa em Tian Bai o tempo todo e ao exagerar numa dose de um remédio para dormir quase morre. E é aí que ela vira uma "noiva fantasma". Ela vê seu corpo estirado na cama e começa a andar pelo mundo sobrenatural, vendo demônios e outros seres que perambulam pela cidade espiritual.

O livro acontece na província de Malaca, um dos menores estados da Malásia, Patrimônio Mundial da UNESCO. Foi colonizada pelos portugueses e depois entregue aos britânicos, mas tinha muita influência chinesa e costumes vindos da China. Não conseguimos ver bem os detalhes destas culturas, tirando a chinesa, bastante influente. A forma como Choo construiu o mundo espiritual e explica sobre as oferendas queimadas aos mortos é muito interessante, bem como a ligação com os vivos e a situação dos espíritos "do outro lado".


Avaliação

Título original: The Ghost Bride
Ano: 2015
Páginas: 360
Editora: DarkSide

Apesar de ter gostado da ambientação, de sair do eixo Estados Unidos-Europa, o livro peca pela falta de profundidade dos personagens. O pai de Li Lan, por exemplo, é quase um borrão, descrito como um viciado em ópio. Li Lan é uma personagem muito interessante, mas que peca por pensar quase que integralmente em Tian Bai e depois em outra pessoa que surge em seu caminho, este um ser que só temos noção do que é bem no final. Temos um triângulo amoroso, um tanto diferente do que costumamos ver, mas ainda assim um triângulo amoroso e bem batido.

Yangsze Choo

O final também me decepcionou. Senti que a autora deu mais voltas do que o necessário para chegar ao final que foi fraco, pois algumas coisas se resolvem e não outras. Esperava um grande embate entre forças do mal e do bem, ou algo assim e não foi o que aconteceu. Foi um final morno e pouco digno do cenário grandioso que vimos. Um dos personagens do triângulo amoroso mal tem sua vida explicada quando comparamos com os outros.

Uma crítica ao ebook da DarkSide: foi desnecessário colocar no início de cada capítulo um imenso tsuru com o nome do livro e da autora. Sério, eu sabia o que estava lendo. E uma crítica à capa, aquela menina não tem cara de ser da Malásia. Tirando os problemas, é uma obra bem mediana. Tem grandes passagens culturais e é uma boa visão de outra cultura, o que enriquece e muito a leitura. Três corujas.

Adoro um bom suspense, um bom thriller criminal. Adoro. E a premissa de o Tribunal das Almas é muito boa. Tem suspense, tem organizações secretas da Igreja Católica, tem até Chernobyl. Acho que é por ter tanta coisa que o livro fica extremamente cansativo.

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Sinopse:

Em O tribunal das almas, Donato Carrisi mostra novamente seu talento e o porquê do sucesso de seu thriller anterior, O aliciador. Conciliando um enredo repleto de reviravoltas e personagens complexos, Carrisi aborda os mais obscuros recônditos da psique humana. Enquanto uma chuva desaba sobre Roma, dois homens se reúnem num antigo café na piazza Navona. O sigiloso encontro tem como assunto principal o desaparecimento de Lara, uma jovem estudante. O caso poderia ser como muitos outros, a não ser por um pequeno detalhe: a porta do apartamento dela estava trancada por dentro. Agora, um deles, Marcus, tenta descobrir o que aconteceu com Lara – e se ela ainda está viva. Sofrendo de amnésia, ele não sabe a própria identidade; apenas que tem um talento notável para perceber as pequenas incoerências que o ser humano inevitavelmente deixa para trás. Marcus vive em meio às sombras e geralmente passa despercebido pela multidão, e talvez justamente por isso ele saiba como circular com habilidade pelo mundo do crime. Apenas um homem que conhece verdadeiramente o mal que a alma humana é capaz de provocar consegue enxergar certas coisas. Enquanto isso, a especialista em fotografia criminal Sandra Vega lida com seus próprios demônios. Seu marido David faleceu há cinco meses em circunstâncias extremamente suspeitas, e agora cabe a ela desvendar o ocorrido naquela fatídica noite.


O livro

Em um primeiro momento, conhecemos Marcus. Ele é um misterioso investigador que sofre de amnésia após sofrer um ferimento na cabeça. Ele então é chamado por um colega para entrar em um apartamento, sem contar muitos detalhes. Marcus tem uma grande capacidade de enxergar detalhes que outros investigadores não têm. Mas ele é um investigador clandestino. Ele e seu amigo trabalham para uma organização secreta chamada de Tribunal das Almas.

Enquanto isso, a história deles se cruza com Sandra, fotógrafa da polícia científica que ficou viúva recentemente. Seu marido, David, disse que estava viajando a trabalho, pois era fotógrafo, mas na verdade ele nunca saiu da cidade. Sandra nunca entendeu a mensagem que recebera dele no celular e que nunca apagou para poder ouvir a voz dele sempre que possível. A única coisa que ela sabe é que David investigava algo chamado O Tribunal das Almas e aí parte em busca das pistas que ele deixou.

Enquanto Marcus investiga o que houve com a dona do apartamento e como ela pode ter sido retirada de lá sem ser pela janela ou pela porta - trancada por dentro - a história dele e de Sandra se cruza. Paralelamente a tudo isso - com cenários sombrios e ótimas descrições - um homem infarta e a médica do resgate descobre que ele é um conhecido assassino serial de mulheres. E ela descobre que ele foi o assassino de sua própria irmã. Ela deve salvar sua vida?

Às vezes, gostaríamos que a realidade fosse diferente. E se não podemos mudar as coisas, então pomo-nos a explicá-las à nossa maneira. Mas nem sempre conseguimos.

Além disso, um investigador misterioso persegue uma pessoa ainda mais misteriosa que veio diretamente da tragédia de Chernobyl. Este caso é contado ao contrário, o que fará total sentido no final do livro.


Avaliação

Eu curto este tipo de livro, curto suspense e ação policial. E achei a forma como o autor lidou com todos esses sub-enredos muito engenhosa. Temos aqui personagens muito profundos, com dilemas e demônios pessoais, muitos sentimentos envolvidos e cenários sombrios que realmente dão um frio na barriga durante a leitura.

Título original: Il tribunale delle anime
Editora: Record
Ano: 2013
Páginas: 434

No entanto, esses sub-enredos paralelos e o excesso de personagens tornam o livro um tanto cansativo. São tantas pessoas, nomes, lugares e personagens secundários com tantos outros detalhes sobre suas próprias vidas que vai se tornando uma leitura um pouco morna. Temos grandes momentos de tensão entrelaçados à vida de Marcus e Sandra, mas aquilo esfria para dar lugar à uma misteriosa dupla de gato e rato pela Europa. Não sei. Senti que isso poderia ter sido menos, que poderia ser melhor trabalhado, sem tanta ponta para atar depois. Por si só o Tribunal das Almas seguraria a obra até o final.

Para os fãs de thrillers policiais eu realmente recomendo O Tribunal das Almas, mas apenas se estiver com tempo e disposição. A leitura prende, o mistério também, mas esse monte de gente e nomes e lugares e mistérios podem ser excessivos para quem não tem tanta paciência. Três corujas para o livro de Carrisi.

Sabe aquele livro que promete, promete, até que começa bem e depois descamba? Aquele com fórmulas batidas e com um romance complicado que não convence? Então. É esse.

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Sinopse:

Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança.

Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.


O livro

Korbie, melhor amiga de Britt, tem uma casa nas montanhas. Existem trilhas emocionantes cruzando o vilarejo onde fica a casa e por isso Britt se preparou para caminhar por elas, junto da melhor amiga. É uma forma de esquecer o ex-namorado, que tanto amou e que no fim terminou o relacionamento.

Já de cara é possível perceber que, por mais amigas que sejam, existe uma competição idiota entre as duas. Isso é algo que me incomoda bastante, porque costuma aparecer em livros com certa frequência, onde duas jovens ou duas mulheres, acabam competindo uma com a outra pelo KCT que for. Aqui não foi diferente. Elas são amigas, quase irmãs, mas Korbie que é rica, tem casa nas montanhas e beleza, vive fazendo listinha se comparando com a "melhor amiga". AHAM

Enquanto estão subindo as montanhas a nevasca cai com uma violência digna de O Dia Depois de Amanhã. Para não morrerem congeladas dentro do carro, elas saem no meio da nevasca e encontram um chalé que aparenta ter movimento. Depois de implorarem para entrar, Britt dá de cara com um rapaz que a ajudara mais cedo no posto de gasolina. Ele entrou na onda da brincadeira de Britt quando ela encontrou o ex-namorado, por quem ainda molhava a calcinha e apontou para o primeiro rapaz aleatório que viu. Era esse sujeito, que se apresentou como Mason. Que coisa os dois se encontrando de novo, neam??

Os capítulos se alternam entre passado e presente, com Britt ainda pensando no ex-, que é uma mala, enquanto ela pega como refém por Mason e seu comparsa Shaun, que é um babaca. Eles querem que ela os leve pelas trilhas, evitando os postos da polícia e alegam que a deixarão partir assim que for possível, enquanto Korbie ficou no chalé.


Avaliação

O livro tem vários problemas. Além do romance mela-cueca de Britt sonhando com o ex-, Britt olhando diferente pra Mason, Britt se apaixonando por Mason, Britt é a perfeita Mary Sue. Uma adolescente que consegue sobreviver numa floresta, no meio de dois bandidos e que consegue identificar o caminho em meio à uma nevasca e que ainda sente um tesão por um dos sequestradores. Britt manja de tudo muito rápido, não dá mancadas, e se recupera super bem de ver um cara tomar um tiro na cabeça para no dia seguinte estar em baixo das cobertas com Mason.

O leitor é levado a acreditar em muitas coisas durante a leitura, mas percebi que o livro ficou sem consistência perto do final. A autora praticamente implica a amiga de Britt numa série de crimes que vinha acontecendo nas montanhas, mas o assunto desaparece e nunca mais é mencionado. Ué?? Faltou revisão?

Depois disso, ainda temos um capítulo imenso e arrastado, onde fiz leitura dinâmica, que é sobre Britt e seu rumo na vida, se ela vai ver Mason de novo, blá, blá, blá. Fórmula batida.

Duas corujas para esse desperdício de papel e e-ink.

Eu não dava muita coisa por esse livro porque a sinopse não é tão empolgante quanto a gente poderia esperar. Mas resolvi ler mesmo assim, fã de thrillers e suspense como sou. Felizmente, Nancy Pickard conseguiu me surpreender com um enredo instigante, personagens complexos e profundos e um crime que assola uma pequena cidade do Kansas há anos.

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Sinopse:

Há 23 anos um crime abalou a pacata Rose, uma cidadezinha no interior do Kansas. Hugh-Jay Linder, filho de um rico fazendeiro, foi encontrado morto em casa e sua esposa, Laurie, desapareceu, levantando a suspeita de que ela também teria sido assassinada. Ex-empregado da família, o vaqueiro Billy Crosby foi imediatamente detido e logo condenado: um vestido sujo com o sangue de Laurie estava dentro da sua picape e o chapéu dele foi encontrado na cena do crime. Agora o jovem advogado Collin Crosby quer provar que o pai é inocente e que as evidências foram manipuladas por influência da família Linder.


O livro
Cerca de 23 anos atrás, o filho de uma família de fazendeiros já bem tradicional da cidade de Rose, Kansas, os Linder, foi assassinado. Sua esposa Laurie desapareceu e, acredita-se, que esteja também morta. A suspeita recai sobre um conhecido encrenqueiro, chamado Billy Crosby, vaqueiro dos Linder, que foi preso acusado dos crimes, mas que alegava inocência o tempo todo.

O pesadelo da família Linder começa quando o filho de Crosby, advogado, consegue libertar o pai para provar sua inocência. Jody, filha do casal assassinado, entra em pânico quando descobre que Billy estará nas ruas em pouco tempo. Seus tios acharam por bem lhe dar a notícia para que ela estivesse preparada para o caso de encontrar com ele por aí.

Nancy vai e volta no tempo para que possamos conhecer os pais de Jody e como era tenso o casamento dos dois. Sua mãe não agradava muito as pessoas, sendo que ela queria viver no luxo, viajar e gastar, mas que tinha que ficar presa naquela cidade pequena, cuidando de uma filha e de um marido provinciano. Essa personagem chega a irritar pela futilidade, mas foi então que percebi a construção bem feita pela autora para compor uma quase vilã da história.

Nesse vai e volta entre os capítulos percebemos que as pessoas estão começando a acreditar que Crosby é de fato inocente. Jody não pode acreditar naquilo, estão desrespeitando a memória de seus pais! Até o governador pediu a revisão do caso. As pessoas começam a sussurrar que talvez tivesse havido uma injustiça e que um homem inocente poderia estar na cadeia. Como a família de Jody tem mais recursos, começam a sugerir que houvesse manipulação das evidências.

Título original: The Scent of Rain and Lightning
Autora: Nancy Pickard
Ano: 2012
Páginas: 227
Editora: Arqueiro

Avaliação

Os personagens tiveram tempo de se desenvolver nessa trama. Podemos acompanhar muitos de seus revezes e pensamentos. Suas vidas ficaram tão interligadas pelo crime que, mesmo que não queiram, acabam precisando se envolver para desvendar o que houve. E o final me pegou de surpresa, porque somos enganados por Nancy, que nos leva para uma direção e depois nos joga na verdade de maneira surpreendente.

Dias de Chuva e Tempestade não é bem um suspense. Nem um romance. Nem um drama. É um livro sobre pessoas, sobre erros, sobre o passado atormentando o presente. Por isso ele vai e volta nas lembranças dos personagens, levando o leitor por caminhos tortuosos até que chegamos à verdade - e que surpreendente verdade - sobre a morte dos pais de Jody. Procurando um livro que o leve por diferentes rotas, então você achou. Quatro corujas.


Como boa apreciadora de livros com suspense, peguei Sangue na Neve em uma das minhas ressacas de ficção científica. E o enredo realmente espanta, pois Lisa consegue desfiá-lo metodicamente para que você não largue o livro de maneira alguma. Entretanto, nem tudo são rosas.

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Sinopse:

A policial Tessa Leoni matou seu marido, Brian Darby, em legítima defesa. A arma do crime está à vista de todos e os hematomas no corpo de Tessa confirmam a ocorrência. A policial também não fez questão de fugir, ou de arrumar qualquer justificativa para explicar aquele corpo estendido no chão da cozinha, portanto, aparentemente, o que a investigadora D.D.Warren tem à sua frente é o desfecho de uma briga doméstica. Um caso simples.

No entanto, ao abrir o inquérito, D. D. terá uma surpresa: este não é o primeiro homicídio de Tessa Leoni e — afinal — onde está a filhinha de seis anos da policial? Será que a policial Leoni realmente atirou em seu marido para matá-lo? Uma mãe seria capaz de prejudicar intencionalmente sua filha?

D. D. Warren, a experiente detetive que acredita que desvendar um caso é como mergulhar na vida do criminoso, enfrentará mais uma investigação que a levará a uma busca frenética por uma criança desaparecida enquanto tenta encaixar as peças de um mistério familiar que a levará a quebrar os muros do corporativismo policial.


O livro
A detetive D.D. Warren é chamada para um brutal caso de violência doméstica. A policial e patrulheira Tessa Leoni matou o marido, em legítima defesa. Relutante, D.D. se envolve com o caso a pedido de um colega e ex-bofe e ao chegar na casa e avaliar o cenário e o comportamento de Tessa percebe que tem algo estranho. O marido foi morto com a arma de fogo da patrulheira, mas alguém treinada para imobilizar pessoas poderia ter usado o taser que carregava no cinturão. Ela não fez isso.

Além disso, a filha de Tessa, de um relacionamento anterior, estava desaparecida. Tessa precisa ir ao hospital por causa de uma concussão bem feia, mas D.D. está muito desconfiada. Tudo na cena, na vida do casal, tudo parecia muito errado. E Tessa, claramente, esconde algo. O relacionamento dos dois era muito distante para um casal. A casa é fria, sem aquele ar de casa de família e o tempo corre para a criança. D.D. também é obrigada a lidar com o fato de estar grávida e sem saber se quer levar isso adiante, então o caso da menina desaparecida mexe muito com ela.

Acompanhamos os pensamentos e as memórias de Tessa, de como ela conheceu o marido, de como ela foi trabalhar na polícia, a pessoa solitária que ela é, ainda mais sendo uma das poucas mulheres na patrulha. Ela se relaciona pouco com os colegas, mas é muito competente. Até que D.D. descobre um assassinato em sua ficha, quando ela ainda era adolescente, o que desperta ainda mais a desconfiança de D.D., que acaba conseguindo uma prisão preventiva para Tessa. As provas parecem bem conclusivas, Tessa matou a filha e o marido, só falta achar o corpo da menina e a detetive fica cada vez mais irritada com a situação.

Mas lembre-se. Nada aqui é o que parece.

Título original: Love You More
Ano: 2013
Páginas: 416
Editora: Novo Conceito


Avaliação
O enredo é muito bem amarrado e nada aqui é o que parece ser. O leitor é enganado e isso é muito bom, pois você é levado a olhar para um lado e depois para outro e tudo vai acontecendo de maneira tão intensa que você não quer parar de ler. Essa é a parte boa, junto dos personagens complexos que Lisa criou.

Minha crítica fica com a editora Novo Conceito e não é a primeira vez que leio algo dessa editora com erros tão primários como esse. Além de erros de digitação, como "13:17h da madrugada", e de repetição exaustiva de termos, há também os termos não traduzidos para o português e que não fazem o menor sentido. Trooper, por exemplo, que a cada cinco palavras era repetido. Existe uma tradução bem legal para isso que é PATRULHEIRO. Morgue também é algo que tem tradução e se chama NECROTÉRIO.

Se não fossem esses problemas irritantes, o livro teria mais corujas. Mas vai ficar com três por causa do trabalho porco da editora.

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