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A Garota da Biblioteca

Estava bem a fim de ler esse livro e devorei assim que adquiri o ebook. É o livro de estreia de Yangsze Choo, descendente de malaios e formarda em Harvard. Inspirou-se na própria terra para escrever o livro que é bom, mas poderia ser bem melhor.


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Sinopse:
Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...

1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

A Noiva Fantasma é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.


O livro

Li Lan já está ficando velha (para os moldes da época) e precisa se casar. Seu pai, atacado por varíola e com o rosto desfigurado, está falido e apesar de viverem em uma grande casa, não estão nadando no luxo. O pai fuma ópio como forma de escapar dos problemas, enquanto Li Lan vive sem muitas perspectivas. Um bom casamento pode salvar a família.

Eis então que surge uma proposta. Uma família amiga do pai de Li Lan oferece um casamento muito promissor, mas tem um problema: o noivo já morreu. Mas ainda assim, ela teria todos os direitos de uma esposa comum. Lim Tian Ching morreu e para apaziguar seu espírito, a proposta surgiu, já que Li Lan estava solteira e poderia assim salvar a casa.

Sua ama acha o negócio de extremo mau agouro. Ainda assim, quando Li Lan é convidada para ir à casa da família de Lim Tian Ching para uma tarde de mahjong, ela a estimula e a repreende para ser recatada, ficar arrumada, não amassar a roupa. Li Lan é, praticamente, interrogada pela matriarca da família, mãe de Lim, mas depois seu coração é arrebatado por Tian Bai, primo de Lim.

Sabe amor à primeira vista? Então, é o que acontece aqui. O livro desaponta nesse sentido, pois a protagonista só pensa em Tian Bai o tempo todo e ao exagerar numa dose de um remédio para dormir quase morre. E é aí que ela vira uma "noiva fantasma". Ela vê seu corpo estirado na cama e começa a andar pelo mundo sobrenatural, vendo demônios e outros seres que perambulam pela cidade espiritual.

O livro acontece na província de Malaca, um dos menores estados da Malásia, Patrimônio Mundial da UNESCO. Foi colonizada pelos portugueses e depois entregue aos britânicos, mas tinha muita influência chinesa e costumes vindos da China. Não conseguimos ver bem os detalhes destas culturas, tirando a chinesa, bastante influente. A forma como Choo construiu o mundo espiritual e explica sobre as oferendas queimadas aos mortos é muito interessante, bem como a ligação com os vivos e a situação dos espíritos "do outro lado".


Avaliação

Título original: The Ghost Bride
Ano: 2015
Páginas: 360
Editora: DarkSide

Apesar de ter gostado da ambientação, de sair do eixo Estados Unidos-Europa, o livro peca pela falta de profundidade dos personagens. O pai de Li Lan, por exemplo, é quase um borrão, descrito como um viciado em ópio. Li Lan é uma personagem muito interessante, mas que peca por pensar quase que integralmente em Tian Bai e depois em outra pessoa que surge em seu caminho, este um ser que só temos noção do que é bem no final. Temos um triângulo amoroso, um tanto diferente do que costumamos ver, mas ainda assim um triângulo amoroso e bem batido.

Yangsze Choo

O final também me decepcionou. Senti que a autora deu mais voltas do que o necessário para chegar ao final que foi fraco, pois algumas coisas se resolvem e não outras. Esperava um grande embate entre forças do mal e do bem, ou algo assim e não foi o que aconteceu. Foi um final morno e pouco digno do cenário grandioso que vimos. Um dos personagens do triângulo amoroso mal tem sua vida explicada quando comparamos com os outros.

Uma crítica ao ebook da DarkSide: foi desnecessário colocar no início de cada capítulo um imenso tsuru com o nome do livro e da autora. Sério, eu sabia o que estava lendo. E uma crítica à capa, aquela menina não tem cara de ser da Malásia. Tirando os problemas, é uma obra bem mediana. Tem grandes passagens culturais e é uma boa visão de outra cultura, o que enriquece e muito a leitura. Três corujas.

Admito que sempre tive curiosidade pela leitura de "Riacho Doce". Na verdade foi influência da minissérie da qual nunca assisti e só me recordo pelos comerciais da época, mas apesar do interesse acabei deixando de lado. Mas meu interesse ressurgiu quando percebi que estive lendo pouquíssima literatura nacional em 2015, de modo não pensei duas vezes antes de ceder a curiosidade. Foi assim que tive meu primeiro contato com a obra de José Lins do Rego:

O livro



Sinopse: Riacho Doce, uma pacata vila de pescadores em Maceió. Cenário de mistérios, traições e de uma grande paixão. Um casal de suecos chega a Alagoas, e a loura Edna se extasia com a força tropical do país que ela descobre. Apaixona-se por um mestiço nordestino, Nô, uma das figuras mais empolgantes de toda a rica ficção do autor. O envolvimento de Edna e Nô é o núcleo desse romance em que a força do Nordeste rústico é mostrada através dos sabores, das formas e das cores. Em Riacho Doce, José Lins do Rego nos dá, a sua visão dos desequilíbrios sociais e dos dramas humanos individuais e coletivos, provocados pela extração do petróleo em Alagoas.  

Utilizando o recurso do narrador onisciente e dividido em três partes, (Ester, Riacho Doce e Nô) o livro começa abordando Edna, diante das lembranças do dia em que partiu da Suécia relembrando sua vida e sua infância e adolescência no local, em especial os momentos em que sua fragilidade emocional começa a ser visível para o leitor. Fragilidade essa que já naquela época a levou a extremos, como uma tentativa de suicídio e que será uma constante durante sua vida. 

No decorrer da trama, vemos Edna, já casada com o engenheiro Carlos optarem por uma grande guinada na vida, quando o marido engenheiro, foi convidado para trabalhar com a exploração de petróleo no Brasil. Uma vez em Riacho Doce, ela se envolve imediatamente com a vida local, com longas caminhadas e banhos de mar. E então ela conhece Nô, e iniciam um romance proibido, que desperta a ira de Aninha, avó de Nô, que vê na galega o desvio do neto daquele que deveria ser o seu destino.  


Avaliação


Sendo esta a minha primeira experiência com a obra de José Lins do Rego, não sei se esse tipo de narrativa é uma constante em seus trabalhos, mas devo dizer que gostei muito do que encontrei. Achei a escrita em si e a ambientação algo muito bem trabalhada, de um jeito que visualizei Riacho Doce de uma maneira mais bela que o mostrado na minissérie. O contraste da gelada Suécia com a explosão tropical brasileira foi incrível e eu quase pude sentí-la na pele. Cada palavra colocada de uma forma suave e delicada, quase mágica.

Os personagens vieram nessa mesma toada, muito bem construídos e com uma narrativa que permite ao leitor estar completamente imerso na mente deles, entendendo a lógica de cada pensamento e gesto. Mas no meu caso houve um efeito colateral: não consegui sentir empatia por ninguém. De uma maneira ou de outra, todos os personagens chegaram ao ponto de me causar aversão e até exaustão durante a leitura, em especial o casal protagonista. A narrativa de Edna/Eduarda, me exauriu tanto pela fragilidade de sua psique quanto por sua inconstância - o que me deixou curiosa a respeito de qual seria o diagnóstico atual de um especialista em saúde mental a respeito da personagem. Já as mençãos a Nô me deixavam exausta por sua prepotência inicial e, posteriormente, por sua fraqueza.

O meu sentimento de exaustão pode ser atribuído não somente a uma densidade na construção de personagens, mas também pelo modo como o livro foi escrito. Tanto Edna quanto Nô parecem ter problemas com obsessões: seus pensamentos e sentimentos são repetidos, passados e repassados ao limite, o que reforçava o caráter sofrido da leitura e também me dava ganas de meter a mão tanto em ambos, uma vez que seus piores defeitos vinham a tona facilmente, assim como os erros de julgamento. Para leitores impacientes o efeito pode ser tedioso, mas essa forma de escrever ressaltou o modo como os pensamentos e reflexões dos personagens se desenvolveram e culminaram em atos tão extremos.

"Riacho Doce" não é uma obra de leitura rápida. Ela é densa, requer paciência e, a primeira vista ,carece da ação que muitos leitores estão acostumados uma vez que muitos julgam o livro como 'arrastado'. Mas, pelo contrário: uma vez que você se acostuma, acabará descobrindo que não falta ação, beleza e magia.

Quatro corujinhas.


O livro me chamou atenção por causa da sinopse, por ser baseado em uma história real e por ter um bom comentário de Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar, assim achei que valia à pena ler. Infelizmente, esse é o segundo livro recomendado por Gillian Flynn que leio que é bem ruim. Melhor parar de seguir as recomendações dela.

A Febre


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Sinopse:
Na Escola Secundária de Dryden, Deenie, Lise e Gabby formam um trio inseparável. Filha do professor de química e irmã de um popular jogador de hóquei da escola, Deenie irradia a vulnerabilidade de uma típica adolescente de 16 anos. Quando Lise sofre uma inexplicável e violenta convulsão no meio de uma aula, ninguém sabe como reagir. Os boatos começam a se espalhar na mesma velocidade que outras meninas passam a ter desmaios, convulsões e tiques nervosos, deixando os médicos intrigados e os pais apavorados.

Os ataques seriam efeito colateral de uma vacina contra HPV? Envoltos em teorias e especulações, o pânico rapidamente se alastra pela escola e pela cidade, ameaçando a frágil sensação de segurança daquelas pessoas, que não conseguem compreender a causa da doença terrível e misteriosa.


O livro


Dryden, Deenie, Lise e Gabby são inseparáveis, mas enganam bem à primeira vista. Elas não são essas amigas incríveis que se super apoiam o tempo todo. Ao longo da leitura vemos que há invejas, intriguinhas, fofocas, todo o tipo de comentários egoístas e ridículos entre elas. Deenie é filha do professor de Química da escola, o irmão é um jogador bonitão e popular de hóquei. Ela tem todas as neuras e mais algumas que uma adolescente de 16 anos teria.

Porém, Lise sofre uma convulsão inexplicável no meio de uma aula, deixando todos na escola muitos nervosos. A pequena cidade fica à flor da pele. Todos com medo pela menina, já que os médicos não conseguem determinar o que levou à convulsão. A comunidade fica com mais medo ainda pelos outros estudantes quando uma segunda estudante sofre um ataque semelhante e vai para o hospital. A situação fica ainda pior quando a mãe de Lise começa a questionar o departamento de saúde que aplicou vacinas de HPV em todas as meninas da escola.

O foco do livro é na família de Deenie, mas ela é a protagonista em boa parte do tempo. Ela tenta entender o que está acontecendo com as amigas, tentando assim adivinhar o que pode vir acontecer com ela. Será que ela é a próxima, será que ela estará num leito de hospital assim como a amiga Lise, que parece muito pior do que as outras colegas?


Avaliação


Título original: The Fever
Autora: Megan Abbott
Editora: Intrínseca
Páginas: 272

O livro engana bem, pois começamos devorando a narrativa, porém você alcança metade e nada é revelado, já tá chegando perto do final e nada também, até que a autora finaliza a história e você tem a impressão de ter sido enganada. A explicação dada para as convulsões e ataques é esdrúxula, completamente furada, sem sentido e no fim você imagina que todo aquele auê foi para nada.

A visão que temos das adolescentes é bem negativa. É quase como se nenhuma delas ali tivesse alguma virtude ou realmente fosse amiga uma da outra. Senti uma clima de competição que é bem danoso, onde existem fofoquinhas pelas costas umas das outras. Elas passam a impressão de serem bastante unidas, mas na real mesmo estão todas separadas por tantos aspectos negativos.

Durante a leitura temos uma série de eventos sendo colocados e o foco da história, que são os ataques, meio que fica de lado. E até o título, A Febre, não faz sentido depois de ler a história, especialmente com aquele final. No mais, o livro merece duas corujinhas, porque até começa bem, mas como não entrega o que promete, ele se perde já da metade em diante. Não recomendo essa leitura.

A Casa da Águia - Tetralogia dos Ptolomeus - Livro I é um livro maravilhoso. Lembro de ter comprado sem muita pretensão, mas como sou fascinada por romances históricos, especialmente aqueles no Antigo Egito, este foi uma escolha bem óbvia para mim. A tetralogia dos Ptolomeus começa com a história do primeiro Ptolomeu, governante do Egito após a conquista de Alexandre, o Grande.

A Casa da Águia


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Sinopse:

Uma história esquecida nas areias do tempo, num universo tecido pelas mãos de ídolos não mais cultuados. Rá, o deus-sol. Anúbis, o faraó do mundo inferior, deus dos mortos e condutor das almas. Thot, o escriba do Egito, o grande mágico, o juiz que pesa o coração dos homens e o narrador de "A Casa da Águia". Primeiro volume do Quarteto dos Ptolomeus.

É com a capa da divindade que Duncan Sprott se veste para contar a trágica história de Ptolomeu e seus descendentes. Por 12 gerações soberanos do Nilo — desde Alexandre, o Grande, até a queda de Cleópatra. Os olhos de Thot, acostumados a perscrutar a alma dos homens, são o farol perfeito para iluminar a trajetória desse macedônio. O soldado que guardou o corpo de seu comandante e mais tarde se tornou faraó, coroado deus-vivo.


O livro


Duncan preferiu narrar o livro pela voz do deus Toth, o que ficou fantástico. Toth é petulante e até arrogante durante a leitura, mas narra com riqueza de detalhes a forma como, lentamente, Ptolomeu se torna o faraó do Egito e o precursor da última dinastia egípcia. A ideia do autor é narrar as dez gerações da família de ptolomeus até sua última rainha, Cleópatra.

Toth não dá muita atenção ao leitor. Ele o trata como um aluno intransigente que não precisa de muitos detalhes de batalhas, por exemplo. Mas como deus da sabedoria, temos detalhes de outros eventos, como partos, confecção de tônicos, cerimonias religiosas. O deus mostra a mudança que ocorre em seu país quando Ptolomeu recebe a sugestão dos sacerdotes de se nomear faraó. Isso o faria ganhar o respeito do povo, que entenderia que a ordem divina foi restabelecida.

Temos alguns episódios que narram as vitórias do exército macedônico, a crueldade dos gregos ao conquistar os lugares, as decisões polêmicas de Alexandre.

Ei! Forasteiro! Ei! Seu ignorante! Você, que tem estado para chegar há tanto tempo! Você está muitíssimo atrasado! Sim! É com você mesmo que eu estou falando, leitor. Porque acho que você não sabe nada sobre Ptolomaios - Ptolomeu. Sobre Ptolomeu, o grego que foi faraó do Egito. Tampouco sobre a terrível tragédia de sua casa. Você não sabe quem foi Ptolomeu, sabe? Nunca ouviu falar dele, ouviu? Você não sabe nem sequer pronunciar o nome dele. Verdade! O que você merece mesmo, e sem demora, é uma sova no solado dos pés.

Página 27

O choque de culturas entre gregos, macedônios e egípcios é muito interessante. Quando Ptolomeu foi coroado faraó, sua esposa se recusava a ser comparada com Hathor, a vaca sagrada, já que para os gregos era uma ofensa. Toth deixa bem claro que torce o nariz, digo, torce o bico para os forasteiros e que era necessário aguentar esses caras para a sobrevivência do Egito enquanto nação soberana. Com a morte de Alexandre, ficou ainda mais fácil para os sacerdotes manipularem Ptolomeu, dizendo que se ele fizesse isso ou aquilo, o povo egípcio ficaria descontente e deixar um povo descontente era abrir as portas para a anarquia.

Cleópatra
Cleópatra nos terraços de Philae, pintura de Frederick Arthur Bridgeman

Não é uma dinastia fácil de acompanhar. Incestos são comuns, tem cena de estupro, bebedeira, mortes e envenenamentos. Toth pode ser racista e preconceituoso e acho que seja natural devido sua posição de expectador - sendo que antes era um deus soberano - diante do que acontece em seu país. Temos mulheres fortes e poderosas, algumas sendo muito más ao longo da história.


Avaliação


Título original: The House of the Eagle
Editora: Record
Ano: 2005
Páginas: 572

A maneira como a história é narrada pode incomodar algumas pessoas porque é a visão de um deus soberano e todo-poderoso, portanto o que ele dá importância nem sempre é o que o leitor quer ler. São poucos os diálogos. Os textos são longos blocos de texto com as divagações de Toth sobre os Ptolomeus, que lhe são um mistério. Ele não consegue entender muitas de suas ações, em outras parece justificá-las.

O que acho mais legal aqui é justamente o fato de ter um deus egípcio narrando, saindo um pouco da esfera distante do narrador em terceira pessoa, ou da visão mais fechada de um narrador em primeira pessoa de dentro da dinastia ptolomaica. Mesmo não sendo uma narrativa nos moldes que conhecemos, é interessante sair da zona de conforto e ler este livro, um relato cru e muito intenso.

O livro vem com um glossário, mapas, detalhes da dinastia e até unidades e medidas gregas. No entanto, o autor não colocou uma bibliografia, então não sabemos o quanto é licença poética e o quanto é história. Cinco corujas para o livro e uma recomendação para que você também leia, ou vai apanhar de Toth!

E eis que estou de volta após um longo tempo de ausência. E como o ano está especialmente tenso no que diz respeito a leitura, é a vez de responder a uma tag e esperar que isso possa me render algum ânimo para voltar a ler.

A tag é "Dias da Semana em Livros" e foi sugerida pela Sybylla, do Momentum Saga e que também dá os seus pitacos por aqui com diversas resenhas. É uma tag que dispensa maiores explicações, então acho que dá para ir direto ao assunto:


Domingo - Um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse:

Vish, não tive esse sentimento com livro nenhum, pelo menos até onde me lembro. 

Segunda - Um livro que você tem preguiça de começar

"After" de Anna Todd. Na prática todo o meu interesse a respeito dele tem a ver com o fato de ser uma fanfic que ganhou o mundo e o mercado literário. Mas fique com uma preguiça tremenda desde que vi a quantidade de livros que estão sendo lançados dessa série. Acho que vou empurrar com a barriga ainda por um bom tempo. 

Terça - Um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação

Tento ao máximo não ler livros por obrigação, mas um que terminei de má vontade recentemente foi "As Senhoritas de Amsterdã". Era um livro que queria ler desde o lançamento, mas que quando finalmente tive o contato me deixou com muita vontade de desistir. Demorei uns seis meses para ler algo que poderia ser lido em dois dias, no máximo.

Quarta - Um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento

Acredite se quiser, mas não terminei de ler a coleção 'Harry Potter'. Não li o último livro, e como minha última leitura de algo da série foi em 2007, acabei esquecendo de boa parte da história, de modo que precisarei reler os livros anteriores para entender.

Quinta - O livo de quinta. Um livro que você não recomenda:

"Uma História da Terra e do Mar". Sério, não recomendo a ninguém. Esse era outro livro que desejei desde o lançamento, mas que me fez ter vontade de jogá-lo longe quando comecei a ler. Palavras bonitas e nada mais. Foi um desperdício do meu tempo, infelizmente.

Sexta - Um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra)

Atualmente o livro do qual tenho desejo mais próximo disso é "Homens sem Mulheres" do Haruki Murakami.

Sábado - Um livro que você quis começar de novo assim que terminou

"Americanah" sem sombra de dúvidas. Céus, que livro bom! *se agarra com livro*
Sou uma fã assumida dos livros da editora DarkSide. Tenho algumas das publicações porque admiro o esmero, o capricho nas obras que eles publicam. Sem contar que eles se arriscam e trazem obras que editoras tradicionais do mercado não costumam publicar. O Demonologista foi uma obra que chegou com bastante animação, mas...


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Sinopse:
O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico.

Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

O livro

David vive uma vida melancólica. Sua esposa o traiu com um professor na universidade onde ele dá aulas e a única alegria de sua vida é sua filha de 11 anos. David tem grande amizade com uma professora e colega, quase um amor platônico, conta tudo para ela, menos o estranho convite que recebeu de uma mulher misteriosa, que pede que ele vá a Veneza investigar algo que seria de sua alçada. David é demonologista, um especialista na figura do demônio ao longo da história e da literatura.

Desgostoso da vida, ele aceita a viagem misteriosa depois de uma conversa pouco agradável com o amante da esposa. David então pega a filha e eles voam para Veneza, ficam no melhor hotel da cidade, como se fosse uma viagem de férias. Eis então que ele lembra por qual motivo estava na cidade e vai atrás do endereço que lhe foi fornecido. Ao chegar lá, ele é munido de uma câmera e entra em uma sala onde tem um homem preso à uma cadeira. E ele fala como se conhecesse David, como se tivesse noção da melancolia em sua vida.

Aquela pessoa faz com que David sinta suas convicções sejam balançadas. Ao sair dali aos tropeços, sem nem olhar para onde vai, ele percebe que sua filha está em perigo. Volta ao hotel, disposto a sair de lá o mais rápido possível. Mas enquanto arruma as malas, ela some. Por intuição, ele vai ao telhado e percebe que há alguma força controlando as situações e até sua filha, que despenca do telhado.


Avaliação

Título original: The Demonologist
Editora: DarkSide
Ano: 2014
Páginas: 320

Depois que alguns amigos leram e disseram que o livro não é tudo isso que parecia ser, fiquei bem desanimada de ler. Assim que o livro saiu em ebook resolvi pegar para ler e ver se valia à pena comprar a versão física. E vi que não vale. Tirando a belíssima arte da capa, que dá a impressão de ser um livro antigo, com a brochura desgastada, fiquei com a nítida impressão que o livro era um rascunho para um livro maior, melhor escrito.

O livro não assusta. O demônio não é tão bem caracterizado e assustador quanto esperei que seria. O protagonista é um bundão. Lamento, mas não tem outra palavra para descrevê-lo. A única personagem de destaque é a professora e melhor amiga de David, O'Brien, que está com um câncer incurável, mas que resolve ajudá-lo na busca para identificar o demônio que tomou sua filha. O final acontece abruptamente, sem resolver nada depois de 300 e tantas páginas. Ou seja, O Demonologista é somente um rascunho do que poderia ter sido.

E acho que o pior de tudo foram os erros de português do livro. O livro foi traduzido e deve ter passado por uma revisão, mas pelo visto nem mesmo o revisor pegou os erros que foram publicados. Foi o último prego no caixão do livro.

Uma coruja. E olhe lá.

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