2013: 365 dias e 119 livros

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Normalmente os posts de blogs no fim do ano são aqueles que se destinam a fazer um balanço do ano. E claro, não fiquei de fora dessa. Como muito do meu 2013 teve a ver com livros, nada mais justo do que dividir a minha experiência.



Em 2013, tentei ser bastante disciplinada com o meu perfil no Skoob. Ou pelo menos em registrar tudo aquilo que lia. E no fim, os números mostraram que li 119 livros nestes 365 dias. Não sei dizer se é muita coisa, mas posso dizer que realmente me senti uma rata de biblioteca (embora não tenha entrado em nenhuma esse ano). Sendo muito ou algo nada expressivo, senti vontade de falar mais sobre isso.

Como li tantos livros durante o ano?

Neste ano, tive a felicidade de ser apresentada ao e-reader. Sim! Aquele aparelhinho pelo qual muitos leitores torcem o nariz sem ao menos conhecer, crendo que ebook é simplesmente aquele pdf maroto que se lê no computador. Devo dizer que não é. Dos livros que li este ano, devo dizer que somente oito eram livros físicos (e pelo menos quatro dentre esses foram lidos tanto em e-reader quanto em papel). Aliás, para quem quiser saber mais sobre eles (Kindle ou Kobo), indico esse post aqui no meu outro blog, Limão em Limonada. Tudo bem que livro físico é bonito, tudo de bom, enfeita estante que é uma beleza e blá blá blá, mas nada se compara em termos de praticidade. Afinal, é meio difícil ler os livros das "Crônicas de Gelo e Fogo" levando aqueles tijolos para a rua... (sim, eu tentei e não é nada prático.)

Meu método usual de leitura. Sempre que posso, e-reader em mãos.
Não é papel, mas é super prático para quem tem a vida agitada e também para quem gosta de ler durante a madrugada e tem preguiça de ir apagar a luz. (#PaperwhiteForever)

Os preferidos e os odiados de 2013

Dentre os livros que li, devo dizer que tive várias obras para chamar de "xodó." Não que sejam as melhores obras do mundo e que todos devam considerar como sendo maravilhosos, mas em algum momento essas obras realmente me despertaram, por um motivo ou por outro, sejam eles nobres ou não:

  • Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera
  • As Brumas de Avalon (4 volumes) - Marion Zimmer Bradley
  • Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios - Maçal Aquino
  • Eu sou o mensageiro - Markus Zusak
  • Sob a Redoma - Stephen King
  • Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida - Xinran
  • A boa terra - Pearl S. Buck
  • Holocausto Brasileiro - Daniela Arbex
  • Norwegian Wood - Haruki Murakami
  • A garota que eu quero - Markus Zusak
  • Perdão, Leonard Peackock - Matthew Quick
  • Os olhos amarelos dos crocodilos - Katherine Pancol
  • Todo dia - David Levithan
  • Ratos - Gordon Reece
  • Menino de Ouro - Abigail Tarttelin
  • As lembranças de Alice - Liane Moriarty
  • Pela luz dos olhos seus - Janine Boissard
  • O Vale das Bonecas - Jacqueline Susann
  • O Duque e Eu - Julia Quinn
  • Vale Tudo: Tim Maia - Nelson Motta
  • O Visconde que me amava - Julia Quinn
Outros, em compensação ganharam o meu ódio quase eterno pelo que considerei um desperdício tremendo de tempo: 
  • As vantagens de ser invisível - Stephen Chboskyl
  • Mel e Amêndoas - Maha Akhtar
  • A vida em tons de cinza - Ruta Sepetys
  • Os últimos sete meses de Anne Frank - Willy Lindwer
Em resumo, devo dizer que o saldo foi altamente positivo, embora haja vários livros de diferença entre os preferidos e odiados e que seguiram classificados como medianos segundo o meu gosto. Mas de um modo ou de outro, todos marcaram minha imaginação de algum modo.

O que senti lendo tantos livros?

Tenho um colega que, se lesse esse post, estaria me perguntando "qual a utilidade de ler tanto"? Bom, a resposta é bem fácil, e francamente não vou me dar ao trabalho de escrever aqui, ainda mais quando a pessoa em questão tem como "livro útil" somente os didáticos. Porém nesse caso tendo em mente a quantidade de leitura, devo me perguntar: foi realmente útil para mim?

Em primeiro lugar, ler tanto não foi uma experiência lá muito enriquecedora. Leio porque gosto, leio por hobby e prazer e não necessariamente por acréscimo a minha escassa sabedoria. Ler tantos livros me colocou em estafa por alguns dias. Em vários momentos tive a sensação de não conseguir prestar atenção ou memorizar algo como nomes e locais, o que é frustrante. Em várias outras ocasiões me senti incapaz de participar de algum debate e escrever resenhas sobre um livro ou outro porque a história simplesmente não ficou em minha mente e inviabilizava conversas. Muito do que li foi para não ficar parada, não ter a mente ociosa. Ter um e-reader ao lado faz você sentir culpar por não ler (isso é uma das raras desvantagens dos ebooks).

Ler simplesmente para acumular números não serve, não funciona. Não serve para mais do que o falso status, do mesmo modo que comprar muitos livros somente para enfeitar a estante. Estar à vontade com o próprio ritmo e saborear as palavras sem ter pressa é fundamental para ser um bom leitor. Não se importe com números, mas sim com qualidade. Isso certamente fará a vida melhor. 

Para o próximo ano, pretendo 

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