Resenha: Calafrio, de Sandra Brown

terça-feira, julho 21, 2015

Eu sou muito, mas muito fã dos livros de Sandra Brown. Tenho uma grande dificuldade de ler qualquer coisa fora da ficção científica, porém curto muito os thrillers que ela escreve e a tensão que eles me fazem passar. Sem contar que tem cenas de sexo maravilhosas, capazes de umidificar as leitoras. Calafrio é um daqueles livros em que você não deve se levar pelas aparências e todo cuidado é pouco.





Sinopse:
A bem-sucedida jornalista Lilly Martin queria apenas vender seu chalé nas montanhas e se livrar do último vínculo que mantinha com seu ex-marido, o delegado Dutch Burton. Mas uma violenta tempestade de neve adia um pouco mais sua saída da gélida e afastada Clearly, na Carolina do Norte: ao deixar a cidade, Lilly perde o controle do carro e atropela acidentalmente Ben Tierney. Sem outra escolha, os dois são obrigados a esperar juntos, em um chalé, o mau tempo passar. Com a estrada interditada, celulares sem sinal, linhas telefônicas inoperantes, pouca comida, nenhuma lenha e a água congelando nos canos, Lilly descobre que sua maior ameaça não é o clima, mas o homem misterioso com quem divide a casa.

Lilly se divorciou do marido e tudo o que ela quer é sair do chalé, terminar a venda da casa e voltar para seu apartamento em Atlanta. Precisa encerrar aquele capítulo tão difícil de sua vida. Mas ela está em Clearly, sua cidade-natal, tendo que conviver com o ex-marido enquanto esvazia o chalé nas montanhas para partir para sempre. Dutch é delegado em Clearly, com todos aqueles estereótipos de policial do interior, durão, machão e que gosta de bater na mulher.

Mas Clearly também é conhecida pelo desaparecimento de cinco mulheres. As famílias não têm explicação sobre o que houve com elas, nem suspeitos. O assassino ganhou até a alcunha de Azul, por sempre deixar um pedaço de tecido ou de fita azul nos locais onde suas vítimas desaparecem. Muitas especulações rondam a cidade, porém respostas ninguém têm. Enquanto isso, Lilly fecha a porta do chalé e entra no carro. Enquanto está descendo a montanha, no entanto, uma das maiores tempestades de neve desce sobre toda a cidade. Resultado: ela bate o carro depois de quase atropelar um transeunte. Ele é Ben Thierney, um jornalista de “aventura”, que adora esportes radicais. Ele já estava no topo da montanha e antes de conseguir descer, a tempestade também o pegou. O jeito é voltar para o chalé enquanto a estrada ainda está visível e aguardar o resgate.

Nada nos romances de Sandra Brown é simples. Ela destila o enredo aos poucos, mostrando vários personagens que guardam segredos e até vida dupla. Lilly e Ben acabam juntos e isolados no alto da montanha, enquanto lá embaixo Dutch quer mover mundos e fundos para tirá-la de lá. Os habitantes da cidade também são estranhos e muitos não simpatizam com Lilly por ela ter pedido o divórcio do delegado. Enquanto isso, lá em cima, Ben se mostra cada vez mais misterioso, especialmente quando Lilly encontra um par de algemas e uma arma na mochila dele. Ou seja, Sandra nos faz sofrer o tempo todo, até bem perto do final.

Outra coisa que curto nas obras dela são as cenas de sexo. Diferente de alguns livros eróticos onde temos tamanho de pica, cor, sabor e textura, as cenas de Sandra são centradas na sensualidade, no erotismo e, isso é muito bom, no prazer da mulher. Sempre temos protagonistas fortes, algum homem sedutor, os clichês do gênero, mas que são bem trabalhados pela autora.

Título Original: Chill Factor
Autora: Sandra Brown
Páginas: 448
Editora: Rocco

Avaliação:

Sensual, com suspense, com thriller, com sensação de calafrio tanto pelo tempo ruim quanto pelo enredo, cena de sexo muito boa e gostosa e tensão até o fim. É assim que o livro é e recomendo para as fãs do gênero. Quatro corujinhas.

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1 comentários

  1. Em que se considere que vc não gosta dos clichês onipresentes em cenas de sexo, a moça deve escrever bem...a conferir (não só pelos lubrificantes naturais em ação) mas pela prosa que vc propagandeou...abraços

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