Resenha: As Épicas Aventuras de Lydia Bennet, de Kate Rorick e Rachel Kiley

quarta-feira, julho 27, 2016

Quando notei que "O Diário Secreto de Lizzie Bennet" ganhou uma continuação, imediatamente coloquei o novo título na minha lista de desejos. Afinal, sendo uma fã da obra de Jane Austen, eu não deixaria essa oportunidade de lado. Tudo isso mesmo o foco sendo uma personagem que, até então, me dava náusea mesmo por uma simples menção.



Sinopse:
Continuação de O diário secreto de Lizzie Bennet, a adaptação moderna de Orgulho e preconceito Baseado na premiada série de web The Lizzie Bennet Diaries — uma adaptação moderna e transmídia de Orgulho e preconceito —, este livro é estrelado por Lydia, a espevitada irmã de Lizzie, conforme ela encara as alegrias e os tropeços no caminho de se tornar adulta na era digital. Antes de Lizzie começar seu popular vlog, Lydia era apenas uma garota normal tramando maneiras de matar aula e criar a identidade falsa perfeita para entrar nas baladas. Talvez ela não tivesse muito foco, mas amava sua família e se divertia para valer. Até que o vlog de Lizzie transformou as irmãs Bennet em sensações da internet, e Lydia adorou virar o centro das atenções, conforme as pessoas assistiam, debatiam, postavam no Twitter, no Tumblr e em blogs sobre a vida dela. Mas então Lydia aprendeu que nem toda atenção é positiva... Depois que seu ex-namorado, George Wickham, aproveitou a fama recém¬adquirida de Lydia, traiu sua confiança e destruiu sua reputação, ela não é mais uma garota ingênua e despreocupada. Agora, Lydia terá de batalhar para reconquistar a confiança e o respeito de sua família e encontrar seu lugar no mundo. Narrado na voz inconfundível e cativante de Lydia, este livro começa exatamente no ponto em que O diário secreto de Lizzie Bennet parou e oferece uma nova abordagem a Orgulho e Preconceito. Apresentando reviravoltas originais, novos personagens incríveis e textos hilariantes, As épicas aventuras de Lydia Bennet leva o leitor para dentro da vida de nossas irmãs favoritas, de um jeito que certamente vai agradar quem já é fã da série — e de Jane Austen de modo geral — e encantar novos leitores.

O Livro:


Se o imaginário popular tem Lydia Bennet como uma garota mimada e absolutamente insuportável, a adaptação moderna do universo de Jane Austen trata de dar a personagem um pouco mais de espaço. Isso significa dar mais atenção aos desdobramentos dos problemas que a presença de Wickham causou em sua vida. Se em "Orgulho e Preconceito" ela sequer sofreu qualquer espécie de incerteza e mal se deu conta do que arriscou, em "As Épicas Aventuras de Lydia Bennet" a situação é outra. A ideia é menos ingenuidade e mais maturidade já que os atos de seu ex-namorado acabaram por lhe trazer consequências duradouras e também públicas. Na obra original de Austen, a situação foi consertada por Darcy sem grandes problemas, mas não é o caso aqui. Todos ficaram sabendo do que aconteceu, e sua exposição - ainda que não chegasse ao cúmulo - tornou sua situação pública. 

Neste livro ela pensa no que aconteceu, na forma como Wickham traiu sua confiança da pior maneira possível e no quanto ela quer e precisa amadurecer, seja para reconquistar a confiança de sua família quanto por si mesma. Sua voz narrativa evoluindo a medida que encontra os obstáculos e planeja novos passos, esbarrando em velhos hábitos e comportamentos, seguindo aos trancos e barrancos, mas sempre com o desejo de evoluir e conquistar seu caminho. (Não, não chega a ser um spoiler, minha gente).

Avaliação


Narrado em 1ª pessoa, tal como o "Diário Secreto de Lydia Bennet, o livro é leve, fluído e bem escrito, sendo capaz de proporcionar uma nova faceta de uma personagem que até então estava no meu Top 5 pessoal de "mais odiados de todos os tempos". Isso tornou a história uma surpresa bastante agradável. Talvez a Lydia escrita por Austen não tivesse chance de mostrar alguma evolução, mas o mesmo não acontece em sua versão atual.

Claro, devo dizer que o livro também não chega a ser perfeito. Esperei um pouco mais no seu desenvolvimento com relação aos acontecimentos descritos (a viagem para Nova York, caso prefira que eu seja mais específica), e sua relação com personagens importantes surgidos dessas ocasiões. Em alguns momentos senti como se algumas peças do quebra-cabeças não se encaixassem da forma como deveriam, a sensação de que alguns detalhes ficaram para trás - ainda que não fossem vitais para o desenvolvimento da história. Foi algo estranho, mas nada que atrapalhasse a leitura.  

O resultado? Quatro corujinhas fofas e a conclusão de que posso olhar para Lydia Bennet com um pouco mais de carinho afinal.


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