Resenha: Perdão, Leonard Peackock

domingo, dezembro 29, 2013

Alguns livros são difíceis de ler. E não estou falando de livros ruins. Estou me referindo a obras boas, mas que trazem em suas páginas algumas verdades e situações difíceis de digerir e enfrentar. É sobre uma dessas pérolas literárias que vamos falar agora: Perdão, Leonard Peacock.

Título: Perdão, Leonard Peacock (Forgive-me, Leonard Peacock)
Autor: Matthew Quick
Editora: Intríseca - 224 páginas.
Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinado à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem aos poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia, Leonard estará morto. 


Sinopse tensa, não é? Bem diferente do livro bestseller de seu autor. Afinal provavelmente todo mundo conhece Matthew Quick pelo livro "O lado bom da Vida", que tinha uma pegada bem mais cômica. Eu li o antecessor de "Perdão, Leonard Peackock" e sinceramente não gostei. Rolou até uma risada ou outra, mas não me interessei nem mesmo em escrever algo sobre. Mas tudo bem, dei uma segunda chance ao autor, afinal uma carreira literária não é feita somente de best-sellers. Não me arrependi: valeu muito a pena ter arriscado.

Como mencionei lá em cima, é uma obra cheia de momentos difíceis de enfrentar, de verdades que são bem difíceis de engolir. O cotidiano de Leonard não é nada fácil. Para o leitor que tenha o mínimo de empatia, é bem simples sentir a dor e a tristeza dele. O livro é tocante e comovente ao extremo e tudo isso sem cair na pieguice. O texto e a narrativa são muito atraentes e é impossível não ser atraído para a mente do protagonista e entender o que o leva a um momento tão extremo: toda a tristeza, as humilhações, os pequenos gestos de abuso e negligência. 

É um livro que fala sobre pessoas, pequenas segundas chances e todos os gestos que impulsionam para os diferentes rumos da vida, seja ela a loucura ou a reinvenção. Com isso, esse livro foi para a minha lista de preferidos de todos os tempos. 

Se tiver a oportunidade, leia. É um dos maiores achados da literatura recente. E cinco corujas é pouco para classificar o que senti por esse livro.


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1 comentários

  1. Bom saber que o livro é tão legal. Eu gostei de "O Lado bom da Vida", mas pelo jeito vou gostar muito mais deste :) Colocando no "vou ler" do skoob agora mesmo!

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