Resenha: A Garota no Trem, de Paula Hawkins

sexta-feira, outubro 07, 2016

Peguei esse livro sem saber direito sobre o que se tratava. A sinopse me parecia promissora, mas nem sabia que tinha virado filme ou que tinha todo o rebuliço em cima por causa disso. Levei apenas um dia para terminar a leitura e admito que fiz mil suposições sobre o misterioso crime que aparece na trama.

Capa de A Garota no Trem



Sinopse:
Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

O livro

Rachel Watson é alcoólatra e vê seus dias passarem de acordo com o vai e vem do trem, indo e voltando para o trabalho. Sua vida anda vazia e sem sentido desde o divórcio com Tom, tudo parece desmoronar, enquanto ela fantasia ao ver as pessoas em suas casas da janela do trem. Ela até tem um casal preferido, deu nomes a eles e inveja sua felicidade.

Sem medir as consequências de seus atos, Rachel bebe e bebe muito. As pessoas percebem, até seu marido, que não hesita em pedir o divórcio e ir morar com a amante, com quem tiveram uma filha. Isso por si só já joga Rachel em uma espiral de bebedeiras e viagens de trem constantes, além de sempre decepcionar a amiga com quem divide apartamento.

Tem momentos do livro em que você quer estapear Rachel para que ela acorde para a vida. Em outros, ficamos com pena e queremos abraçá-la e dizer que vai ficar tudo bem. Ela faz muita burrada, muita, depois não se lembra devido à amnésia alcoólica. Sua vida parece ganhar algum sentido quando ela percebe que a mulher que ela tanto invejava pela janela do trem está desaparecida e, tentando ajudar, ela vai à polícia.

O problema é que uma alcoólatra com histórico de desordem e problemas emocionais, acusada de invadir a casa do ex-marido não é uma testemunha muito confiável. E é assim que Rachel se envolve cada vez mais com o caso, ao perceber que ninguém lhe dará ouvidos.

Avaliação

O livro prende e prende bastante. É impossível não se identificar com algumas sensações, emoções e tristezas da protagonista Rachel, que mostra uma força inesperada perto do final do livro. Acho que o principal ensinamento aqui é que ninguém é o que parece ser e isso quase custa a vida dela. Personagens detestáveis e irritantes, situações perigosas e intrincadas que vão se revelando aos poucos conforme deciframos a mente de Rachel, que já vimos, pode não ser muito confiável.

A autora nos leva por esses caminhos tortuosos nos revelando os verdadeiros fatos sobre o desaparecimento de Megan e dividindo a narrativa entre três mulheres: Rachel, Megan (a mulher que ela via pela janela do trem) e Anna, a amante de seu ex-marido que acabou se casando com ele. A forma com que Paula nos leva pela vida de Rachel é primorosa e até um pouco triste, pois a forma como os outros a veem dá pena. E a maneira como Rachel se tortura, pensando em seu ex-marido e em sua vida perfeita e feliz acaba atingindo o leitor também.

Quem está precisando de um bom thriller psicológico e não pretende dormir tão cedo, pode pegar A Garota no Trem tranquilamente. Ele perde um pouco de ritmo e fica meio devagar em alguns momentos, mas não é algo que chega a atrapalhar a narrativa em si. Quatro corujinhas e uma recomendação para você ler também. ♥

Título original: The Girl on the Train
Editora: Intrínseca
Páginas: 378
Ano de lançamento: 2015

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1 comentários

  1. Oi, Sybylla!
    Terminei de ler esse livro recentemente. Também peguei sem saber muito bem o que esperar, mas me surpreendeu bastante! E como prende, né? :)

    Beijos,
    Giulia | www.1livro1filme.com.br

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